Nasceu
em La Romana, República Dominicana em 1951. Foi um artista precoce.
(Sua primeira mostra individual realizou-se em 1968, na Galeria
Colonial de Santo Domingo) Seus primeiros estudos artísticos foram
orientados pela mãe. Em 1963 foi enviado para Santo Domingo, a fim
de cursar a Academia Nacional de Belas-Artes, onde foi aluno de
Jaime Colson. Após curto estágio em Madrid.
A próprio artista, em depoimento de
1973, assim descreveu esses primeiros tempos na Europa: "Em Madrid
continuei a busca e comecei a desenhar. Desenhei seis meses dia e
noite. Um belo dia fui com um colega ver uma grande exposição de
pintura moderna.
Eram quadros grandes. Havia emprego de
quilos de tintas, e de todas as cores. Um jogo formidável. Uma
confusão, um arrebatamento, cada acidente de forma pintado com todas
as cores. O artista não havia tomado tempo para misturar as cores, o
que para mim foi uma revelação e minha primeira descoberta. Pensei:
o artista está certo. A luz do sol é composta de três cores
primárias e quatro derivadas.
Os objectos se acusam só quando saem
da sombra, isto é, quando envolvidos na luz. Tudo é resultado da luz
que os acusa, participando de todas as cores. Comecei a ver tudo
acusado por todas as cores.
Nada neste mundo é incolor ou sem
luz. Procurei o homem de todas as cores, Jaime Colson, e dentro de
uma semana comecei a trabalhar na aula desse professor. "Após uma
curta passagem pela Alemanha se dirigiu a Paris e retornou ao Santo
Domingo em 1976 quando. Em 1977 após estudos feitos nos Estados
Unidos realizou outra exposição. Seus trabalhos foram expostos na
Museu Arte Moderna de 1980 em outras exposição onde foi premiado e
consagrado. Para Pedro Mir, outro expoente do modernismo poético
dominicano: "foi ele, foram os seus quadros, que nos deram uma
primeira consciência de pais e de coletividade em luta pela
modernização das artes dominicanas."
O crítico e poeta Efraim Castillo
classificou Fernando Ureña Rib como artista cuja obra apresenta "notável
continuidade e coerência", sem repetições nem rupturas radicais. Ele
se manteve desde o início da carreira à margem do concretismo, do
neoconcretismo, do pop, do abstraccionismo informal, permanecendo
fiel à estética proposta pelos pintores dominicanos dos anos 70.
Trata-se, sem dúvida, de um dos principais pintores dominicanos
contemporâneos, com obra extensa e variada.
Fernando Ureña Rib abandonou sua
primeira maneira e, sob influência da Escola de Madrid, iniciou uma
nova fase, marcada pela influência de Gaugin, Modigliani, De Chirico
e, entre os dominicanos, Eligio Pichardo. Essa influência se mostra
presente em sua tendência construtiva, sua atmosfera rarefeita em
certos quadros, nas cabeças ovaladas de seus banhistas além
do despojamento e severidade de certas naturezas mortas. A
influência maior, contudo, proveio do Cubismo, mas de um cubismo
adaptado à circunstância tropicais e às peculiaridades do
temperamento do pintor. Foi essa paixão pelo cubismo que fez Ureña
Rib substituir gradualmente o Impressionismo de suas primeiras obras
por uma arte mais estrutura da, mais construída. Em 1981, recebeu o
prémio de melhor pintor dominicano na Bienal Nacional de Belas-Artes.
Várias vezes expôs individualmente e participou de mostras
colectivas.
Respondendo a um inquérito entre
artistas, organizado por Marianne de Tolentino alinhou, como
influências que mais fundamente o marcaram. 'o Futurismo, o Cubismo,
a estampa japonesa, a arte negra, a Escola de Paris e sobretudo a
arte do nosso ameríndio". Nascido em La Romana de numa família de
artistas, já em 1974 Fernando Ureña Rib estava em Paris cursando,
por pouco tempo, a Academia Julian.
"Em vez de se dedicar comodamente a
caligrafia acadêmica, Fernando Ureña Rib repudiou essa tradição que
sufoca geralmente os artistas do seu país, para ressuscitar a
influência da uma tradição europeia, que devia ser a primeira a
provocar e inspirar os artistas modernos."