ARTE BRASILEIRO

 

SUBLIME TRASCENDENCIA DE LO POPULAR EN

ALFREDO VOLPI

FERNANDO UREÑA RIB

 

 

 

La obra de Alfredo Volpi se desarrolla desde humildes principios, desde aplicaciones básicas de la pintura a muros de escayola, Volpi alcanza niveles poéticos insospechados en sus lienzos, que no dejan de mostrar el sabor aciago de sus días juveniles como emigrante italiano.

El provenía de Lucca, en Toscana, una ciudad bordeada de grandes muros y que encierra grandes tesoros artísticos. Eso sería, sin embargo, apenas una memoria de familia, un recuerdo visual trasegado en relatos maternos.

En la colección Cisneros se destaca sin embargo ese interés de Volpi por los temas propios de su amado Sau Paulo. Ciudad que creció con él, desmesuradamente y a la que conserva en sus lienzos con una ternura casi paternal.

Fernando Ureña Rib


En el arte de Alfredo Volpi se combinan armoniosamente abstracción brasileña y la cultura popular. En sus obras, Volpi incorporó motivos geométricos como banderas, puertas y fachadas de modestos edificios de su entorno en São Paulo.

 

Alfredo Volpi (1896-1988)




Although he was born in Italy, which he left before he was two years old, Volpi is one of the most important Brazilian artists of the century. Above all he was an original, who invented his own pictorial language, something very rare in the art produced in Third World countries, where culture is nearly always indebted to international models. In contrast to Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti and Portinari, who show genuine stylistic similarities to Leger and Picasso, Volpi's painting is not like anyone else's in the world. It is sometimes possible to detect a poetic atmosphere not unlike that of the paintings of Paul Klee - but without formal similarities.

Although he was of the same generation as the modernists, Volpi did not take part in Modern Art Week in 1922. He was excluded from it primarily by a question of social class, being a humble immigrant who was fighting strenuously for survival at the time when the intellectuals and rich patrons were organising it. He was a simple painter / decorator who painted the friezes and decorative plasterwork which were common enough in the great houses of the time. This fact is of symbolic importance and shows that Volpi's career was always independent of any movement, trend or ideology.

Volpi was self-taught and as a young man started to produce modest little naturalist paintings, in which an impressionist touch can sometimes be seen. In the 1930s, his painting took on a distinctly popular flavour - although, paradoxically, it always remains concise, without the least tendency towards prolixity or rhetoric. And the 1940s mark his decisive evolution towards non-representational art, independent of perceived reality.

In his studio Volpi began to work from his imagination and produced seascapes and landscapes which were more and more divested of representation and ended by becoming totally geometric constructions - the so-called "façades". It is as if by himself he retraced the entire historical path of modernity from Cézanne to Mondrian. His language is in no way similar to the language of these masters, but his objective is the same: to liberate himself from narrative painting and construct an autonomous pictorial reality. Every canvas during this period seems to grow out of the previous one in a continuous linear process. Through these landscapes, which during the 1950s transformed themselves into facades, Volpi arrived in 1956 at geometric abstract painting - but not because he was following fashion and had become controversial, but as an inexorable result of his own evolution.

The rigorously abstract phase was short. From the 1960s onwards Volpi achieved a unique synthesis between figurative and abstract art. His paintings can be interpreted figuratively (the "facades", the famous "little flags"), but they are essentially mere structures made up of "line, shape and colour", as he himself always insisted.

The synthesis he achieved between his humble background and his highly sophisticated output was unprecedented, and he also succeeded in reconciling 'Brazilian-ness' and universality. It might be said that the aesthetic objectives pursued by Tarsila do Amaral and developed by Rubem Valentim were only fully realised by Volpi, but in an extraordinarily intuitive, non-intellectual, manner.


by Olívio Tavares de Araújo



Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 1896.


Filho de imigrantes, chegou ao Brasil com pouco mais de um ano de idade. Foi decorador de paredes. Aos 16 anos pintava frisos, florões e painéis. Sempre valorizou o trabalho artesanal, construindo suas próprias telas, pincéis. As tintas eram feitas com pigmentos naturais, usando a técnica de têmpera.
Foi um auto didata. Sua evolução foi natural, tendo chegado à abstração por caminhos próprios, trabalhando e dedicando-se a essa descoberta. Nunca acreditou em inspiração.


Alfredo Volpi não participou dos movimentos modernistas da década de 20, apoiados pela elite brasileira. Manteve-se à parte desses grupos. Não teve acesso aos mestres europeus, como era comum na época.


Formou, na década de 30, o Grupo Santa Helena que com outros pintores,- Rebolo, Graciano, Zanini, Bonadei, Pennacchi,- constituiram um trabalho voltado para a pesquisa, desenvolvimento de técnicas apuradas e observação.
Na década de 40, através das paisagens de Itanhaém, seu novo caminho pictórico começou a se mostrar. Abandonou a perspectiva tradicional, simplificou e geometrizou as formas. Mais tarde, chegou à abstração. Após seu encontro com o pintor italiano Ernesto De Fiori, seus gestos ficaram mais livres, dinâmicos e expressivos. A cor, mais vibrante.


Nos anos 50, as bandeirinhas das festas juninas, de Mogi das Cruzes, integraram-se às suas fachadas. Posteriormente, destacou-as do seu contexto original. A partir da década de 60, suas pinturas são jogos formais: todos os temas são deixados de lado e as bandeirinhas passaram a ser signos, formas geométricas compondo ritmos coloridos e iluminados
Volpi morreu aos 92 anos, em 1988, em São Paulo.

 


Pintor nascido em Lucca, Itália. Veio com a família ao Brasil, fixando-se em São Paulo. Exerceu vários ofícios, inclusive o de decorador de interiores. Em 1914 executa sua primeira obra. Sua pintura caracteriza-se, até 1930, pela aproximação naturalista das formas e cores, resolvidas de maneira impressionista ou expressionista. Em 1925 inicia sua participação em mostras coletivas.

Conhece Mário Zanini em 1927, sobre quem exerceu grande influência. Na década seguinte aproxima-se do Grupo Santa Helena. conheceu Ernesto de Fiori, que iria influenciá-lo de maneira decisiva. Desenvolve a partir de então um cromatismo mais vívido, em detrimento da textura, quase translúcida.

Participa em 1938 do Salão de Maio e da I Exposição da Família Artística Paulista, ambos em SP. Em 1939, após visita a Itanhaém, inicia série de marinhas. Participa do VII Salão Paulista de Belas-Artes em 1940. Em 1941, do XLVII Salão Nacional de Belas-Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias, em São Paulo. Faz sua primeira individual em sala alugada, na cidade de São Paulo. Em 1950 volta a Itália na companhia de Osir e Zanini. Seduz-se com a arte dos góticos, principalmente Giotto. Substitui, nesse período, gradativamente o óleo pela têmpera. Inicia, também, uma fase construtivista, que compreende um período estático, com fachadas e casas abstraídas, seguido a uma fase construtivista, que se transforma nos anos 60, em esquemas óticos e vibráteis puramente cromáticos, das bandeirinhas e fitas.

Ganha, em 53, o prêmio da II Bienal Internacional de São Paulo, com o qual adquire fama. Os geométricos paulistas o apontam como seu precursor. Participa da XXVII Bienal de Veneza. Em 1956-57 participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta. Em 1957 tem sua primeira retrospectiva, no MAM - Rio. Em 1975, no MAM - SP e em 1976 no MAC - Campinas. Em 1980, a galeria A Ponte, em São Paulo, faz a exposição retrospectiva Volpi/As Pequenas Grandes Obras/ Três Décadas de Pintura.

Em 1984 participa da mostra Tradição e Ruptura, Síntese de Arte e Cultura Brasileiras, da Fundação Bienal. Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP faz a exposição Volpi 90 Anos. Morre em 1988, em São Paulo. Em 1993 a Pinacoteca do Estado de São Paulo expõe Volpi - projetos e estudos em retrospectiva, Décadas de 40-70. Em Bienais, participou da I, II (Prêmio dePintura Nacional), III, IV (Sala Especial) e XV. Participa da mostra Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal.

Fonte: Aguilar, Nelson (org.).Catálogo Bienal Brasil Século XX. SP, Fundação Bienal, 1994.


 

 

MUJERES ARTISTAS

 

 

 

 

MÚSICA DOMINICANA

SOBRE EL AMONÍACO

Y LA TRANSPARENCIA DE LOS GOBIERNOS

FERNANDO UREÑA RIB

 

 

 

 

 
ALUCINANTE

Emotivo recital del maestro Molina, la OSN y Maridalia
 

Pachico Tejada - 6/26/2008




EL MOSAICO SONORO DE LA DOMINICANIDAD SE REALIZÓ CON EL AUSPICIO DE INDOTEL

El maestro José Antonio Molina, con la batuta, dirigiendo al principal grupo musical del país.
SANTO DOMINGO.- La Orquesta Sinfónica Nacional, dirigida por el maestro José Antonio Molina, ofreció la noche del martes una experiencia estética alucinante. El décimo aniversario de la Ley de Telecomunicaciones fue celebrado con el “Mosaico sonoro de la dominicanidad”, presentado con el auspicio del Instituto Dominicano de las Telecomunicaciones (Indotel) en la sala principal del Teatro Nacional Eduardo Brito.

La Sinfónica supo interpretar el “Bolero” de Ravel con gracia y maestría, como una pirámide invertida, desde la más mínima percusión, extendiéndose a los vientos y las cuerdas, hasta culminar en un apoteósico final en que toda la orquesta participa.

El emotivo concierto de gala concluyó con la magistral interpretación de la reconocida pieza de Ravel, que ratificó la calidad del maestro Molina y de nuestra Sinfónica.

Hubo una ovación de pie de la audiencia en un momento emocionante, al dejarse envolver por la magia de la música y la manera de llevar la batuta de Molina, como una danza, por momentos frenética y calmada, en otros instantes saltando, agachándose, dejando que la melodía lo llevara en su vuelo.

Dos horas antes, el evento había iniciado con imágenes de los puntos más bellos del país: playas, montañas, gente, al son del “Compadre Pedro Juan” de Luis Alberti.

Luego de la introducción audiovisual, la música dio inicio con “Porgy and Bess: un cuadro sinfónico”, del compositor norteamericano George Gershwin.

Los sutiles acordes del conocido “Summertime” llenaron de belleza sonora la sala entre vientos y cuerdas. En el segundo movimiento, el maestro Molina ejerció con energía la dirección y así respondió la percusión al entrar con su sonido fortalecido.

Antes del momento final, con la obra de Maurice Ravel, Molina condujo “Romeo y Julieta, Obertur a - f ant a s í a en Sí menor”, de Tchaikovsky, uno de sus autores más admirados.

Maridalia Hernández, la solista
La cantante Maridalia Hernández estuvo magnífica cuando interpretó dos momentos de “El amor brujo” de Manuel de Falla, esto es, “Canción del amor dolido” y “Canción del fuego fatuo”.

La cantante parece haber robado el duende gitano para realizar una interpretación llena del dramatismo que merece este tipo de canción.

De España, la noche se trasladó musicalmente a América del Sur. “Balada para un loco”, del argentino Astor Piazzolla fue la continuación del excelente programa pautado para el espectáculo.

La parte dominicana llegó con el “Popurrí de canciones románticas dominicanas”.

Maridalia hizo temas de, entre otros autores, Anthony Ríos, (“La distancia”), José Dolores Cerón (“Como me besabas tú”), Juan Lockward (“Luna sobre el Jaragua”) y Salvador Sturla (“Amorosa”). Por la familiaridad de los temas, Maridalia invitó al público a cantar con ella, pero al parecer la solemnidad de la sala pudo más que las ganas de acompañarla con las conocidas letras y solo unos pocos se animaron a hacerle coro.

Esta actitud de respeto no fue rota ni siquiera cuando, en la segunda parte de este segmento, Maridalia y la orquesta realizaron la interpretación de “Popurrí de merengues”, autoría de Julio Alberto Hernández, abuelo de la cantante.

Indotel
El secretario de Estado y presidente del Indotel, José Rafael Vargas, expresó que se trata de un majestuoso “concierto para el recuerdo”, mediante el cual la Indotel celebró los diez años de aplicación de esta ley que creó.

Sostuvo que en estos diez años de la Ley número 153- 98 “han dejado frutos positivos” que el país celebró en grande, con el exquisito concierto que ofreció la Orquesta Sinfónica Nacional, bajo la dirección del maestro José Antonio Molina, con Maridalia Hernández como solista.

Vargas manifestó que al patrocinar este concierto, el Indotel no solo se adentra en lo que han sido estos diez últimos años de telecomunicación en el país, sino que, además, reconoce el extraordinario talento musical que brota de las entrañas mismas del pueblo dominicano.




 

FERNANDO UREÑA RIB 

 

 

 



 

 

Ureña Rib has seen his work exhibited around the World and holds a prominent position on the Art scene in his own country, but he admits to be particularly drawn to Montreal, which he visits annually. Renting a studio in the downtown Belgo Building, he immerses himself enthusiastically in the creative and diverse atmosphere of Montreal producing here his works.

FERNANDO URENA RIB

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Revisado: July 31, 2008
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